Sim, isso mesmo, o que quiser.
Você não teria que responder aquela fatídica pergunta: o que você vai ser
quando você crescer.
Somos, na maioria das vezes,
ensinados a sermos uma persona fixa, estática. O executivo de sucesso que é o
orgulho da família, o primeiro aluno da sala ou o filho problemático que não
sabe o que quer. Já pensou como seria acordar e saber que você pode não ser
nada disso, ou melhor, tudo isso ao mesmo tempo?
Livre do julgamento alheio,
livre das cobranças do outro que muitas vezes foca na sua vida para esquecer a
dele.
Já pensou que todos podemos
mudar de ideia, que o que servia ontem pode não servir mais hoje e tampouco
amanhã? Já pensou se mudar de opinião, de rumo, fosse algo tão natural quanto
respirar?
Aqui não somos, estamos.
E a vida é um pouquinho mais
pesada e difícil para quem luta contra isso, para quem não se permite ser
fluxo, para quem resiste às mudanças. Por medo, medo de não passar pelo crivo
de alguém, medo de não saber se vai dar certo, medo de sair da zona de
conforto.
Pois é, meu caro, o medo é o
oposto do amor. E em tempos de mundo doente é atrevido quem ousa escolher o
caminho do amor, por si, pelo o outro.
Aceitar a impermanência é o
primeiro passo para uma vida saudável. Sabe aquela relação estável que você
carrega há anos e que era incrível, mas não é mais? Deixa ir. Sabe aquele
emprego dos sonhos, aquele status social, aquele carro do ano, que todos dariam
tudo para ter e que faria feliz a qualquer um, exceto você? Deixa ir.
Desapego nada tem a ver com
irresponsabilidade, todos temos contas a pagar (sejam elas financeiras ou
emocionais). Desapego é simplesmente não se agarrar a uma ideia fixa que já não
tem mais valor, que já pesa mais do que você pode carregar.
Desapego tem a ver com
confiança. Confiança em si, no caminho, nas ferramentas que você construiu, nas
relações a que você dedicou seu tempo. Às vezes é preciso dar o passo para depois
o universo colocar o chão.
Entrega, aceita, confia e
agradece. O caminho se faz ao caminhar.
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